Revoltas Aratacas II

Quebra-Quilo
(O  problema não são os nordestinos,
mas o descaso dos governos para com o Nordeste)

Imagem3As razões da revolta denominada Quebra – Quilos, ocorrida na Região Nordeste entre 1872 e 1877, também repousam, em parte, no pressuposto do analfabetismo e da falta de conhecimento para fazerem a conversão das medidas para o sistema métrico francês, adotado por Decreto imperial.

Até então, predominavam as antigas medidas lineares em palmos, jardas, polegadas, côvados, braças, léguas e os pesos das mercadorias eram calculados em arrobas e libras. Continuar lendo “Revoltas Aratacas II”

Revoltas Aratacas I

Imagem1Ronco das Abelhas
(O Problema não são os nordestinos, mas o descaso dos governos para com o Nordeste)

Fazendo uma releitura da história das revoltas populares ocorridas no Nordeste no governo imperial do século XIX, particularmente “ ronco das abelhas” e “quebra quilos”, constatamos que os narradores apresentaram a versão do ponto de vista elitista sem dar maior atenção a uma causa primordial: Reflexo do analfabetismo, ignorância e miséria impostos pelas elites à classe de trabalhadores rurais.

A vida na zona rural nordestina, desde a colonização, sempre foi marcada pela cultura escravocrata sob domínio dos grandes proprietários de terra que também estendiam o seu arbítrio sobre os “ trabalhadores livres”, mantidos em condições de miséria e excluídos do acesso à formação escolar básica.

Nos episódios do “Ronco das Abelhas”, o pensamento da elite governante a respeito do povo nordestino revoltoso ficou impresso nos documentos oficiais com estas referências: “povo mais miúdo”, “gente baixa”, “a maioria da população menos abastada”, “gente da última ralé”, “sem nenhuma importância social ou política”, ou ainda, “gente ignorante e fanática  sem plano nem direção.  Continuar lendo “Revoltas Aratacas I”

Mariana – iluminada mãe

Respeitável Centenário

* 24/03/1916 –  + 30/05/2007

 poinsettia_note_custom_1609124 de Março de 1916 – Parecia uma sexta feira comum em qualquer lugar; menos ali  às margens do rio Paraíba do Norte, na confluência com Paraibinha que dava nome ao lugar.

Naquele dia, qual um raio de luz focado em terras áridas, ela veio da eternidade para onde, um dia, haveria de voltar; mas não sem antes  cumprir a missão Divina, de portadora de vidas   em abundância, que haveria de distribuir com responsabilidade; o que viria a ser o foco da sua própria vida,  a qual neste  março de 2016 completaria  100 anos. Continuar lendo “Mariana – iluminada mãe”

Matuto no WhatsApp

Matuto no WhatsApp

Seu moço, que mal pergunto,
O Senhor pode dizer…
Esse tal de zap zap,
O que é que vem a ser?
Sou do tempo das cartinhas,
Dos bilhetes perfumados,
Mandados pelos Correios,
Trinta dias sem chegar.
Agora me deram um bicho,
Dentro do meu celular,
Que corre dum lado a outro,
Fofocando pra danar
Leva um recado e traz outro
Nem dá tempo de pensar.

Esse bicho que ganhei,
Do meu “fio” de presente;
É um bicho redondinho,
Mais parece uma semente;
Pula dum lado pro outro
Mas não vejo ele avoar
Quando leva uma mensagem,
Nem também vejo chegar.
É verdinho como folha,
Se parece uma gotinha
Bicho da “gota serena”
Credo, cruz, eu vou pirar.

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Filhos de militares

Este post não é uma apologia pró ou contra as Forças Armadas. Não é uma crítica. Resolvi postar este texto porque, como filho de militar, pai ex-militar, e meu filho hoje também militar, achei que seu conteúdo traz uma forma diferente de enxergar a educação e oportunidades que filhos de militares têm ao longo da vida.

Comigo foi assim.

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Exaltação a um Digno Centenário de Nascimento

10368260_609617939143342_4840969763712843673_nHoje, ao se completarem os 100 (cem) anos do nascimento de INÁCIO FERREIRA DO CARMO, registramos que seus 47 descendentes – entre filhos, netos e bisnetos- alcançaram o terceiro milênio honrando o seu nome e louvando o seu esforço por propiciar a todos a oportunidade de vida digna.

O seu nascimento ocorreu no dia 06 de novembro de 1914, numa casa de taipa, em terras da zona canavieira do Estado de Pernambuco, onde o seu pai JOSÉ FERREIRA DO CARMO – casado com VICÊNCIA MARIA DA CONCEIÇÃO – trabalhava como cambiteiro de engenho.

O CENÁRIO

Para aquela e tantas outras crianças nascidas na primeira quadra do século XX, a realidade era desoladora: A mortalidade infantil ceifava prematuramente a vida da maioria dos recém-nascidos; não havia antibiótico; a penicilina só seria descoberta em 1929 e chegaria ao Brasil em 1940. Aquela fatídica e cruel realidade determinaria que INÁCIO seria o único sobrevivente entre 15 irmãos.

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