As Trigêmeas

As Trigêmeas

Quando as encontrei pela primeira vez foi por um mero acaso. Era um amanhecer ensolarado e eu caminhava lentamente pela calçada à beira-mar da praia de Manaíra, distante umas três quadras da minha moradia. 

Andava eu lentamente, distraído, com os olhos fixos no piso irregular, procurando evitar tropeços. Por um instante parei, ergui a vista…e lá estavam elas entre a mureta de concreto da calçada e o areal repetidamente beijado pelas movimentadas águas da maré enchente.

As três gêmeas estavam de pé, abraçadas, inertes e contemplativas como se fossem donas absolutas daquele horizonte magnífico.

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Vivendo…

Vivendo…

As nossas vidas, pessoais e individualizadas, seguem rumos surpreendentes. Uns atribuem o seu destino a um palco propício ao livre arbítrio, segundo o qual cada um faz suas escolhas e colhe resultados; outros creem no determinismo, resultante de causalidades circunstanciais; há ainda quem, por motivação religiosa, presume haver um fatalismo predeterminado por seres superiores. Da minha parte, comungo mais com o pensamento alinhado ao determinismo; mas admito que, em algumas circunstâncias, somos chamados ao livre arbítrio diante de múltiplas opções causais alternativas.

Seja como for, tive o privilégio de nascer na primeira metade do século XX e presenciar as maiores transformações ocorridas em tão pouco tempo:

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PROPINODUTO

PROPINODUTO

Muitas denúncias se esparramam pelo ar,

Enquanto a força da pandemia nos assola;

A “CORRUPTOLOGIA” vira cadeira na escola,

A se tornar pré-requisito pra se governar.

Os que acusam prevaricação no executivo 

Buscam provas por aqui, por ali e por acolá;

E da terra de um antigo caçador de marajá,

Renasce a fúria do “arquivador” legislativo.

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O ano que não existiu

O ano que não existiu

Como se fosse o quarto cavaleiro do apocalipse, partiu do oriente um “coronado” rei do mal, trazendo consigo a ceifadora para fazer sua coleta e para espalhar a morte em todo o mundo, mesmo aonde não havia guerra.

Sem poupar reis, rainhas, príncipes, nobres, ricos e pobres, globalizou uma onda de medo, desespero e confinamentos individuais; levou os humanos a reverem os seus conceitos e os seus princípios, e a mudar o foco da produção para a busca de almejada sobrevivência.

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Dia dos Pais

Dia dos Pais

Dia dos Pais é dia de meditar, com o pensamento de gratidão a Deus Pai criador da vida.

É dia de lançar um olhar ao passado lembrando o quanto aprendemos com os nossos e também que filhos nos tornamos ao longo do tempo.

É dia de lembrar o 4° Mandamento e sentir o prazer de honrá-los, acima do dever.

É dia de autocrítica e de julgar os nossos próprios atos no exercício da paternidade.

É assumir os desafios e as responsabilidades como modeladores do caráter para que nossos filhos nos superem.

É dia de comemorar o presente e desejar melhor futuro para os nossos descendentes. A maior alegria do pai é ver os filhos no caminho do bem.

Teus pecados nesta terra
Não são maiores do que os meus;
E os meus, de um aprendiz que erra,
Ainda contam com o perdão de Deus.

A Morte da Saudade

A Morte da Saudade

Sim, a velha saudade está moribunda.

Ela era o sentimento provocado pela ausência total da pessoa amada: A aparência de tudo que à distância causava aquela dorzinha misteriosa e profunda cantada pelos poetas. Era o sentimento sem palavras em outros idiomas, a arrancar suspiros angustiados.

Isso não existe mais.

A tecnologia hoje cobre as distâncias e nós podemos nos ver em tempo real, conversar, mostrar os ambientes e suprimir aquela lacuna que antes nos angustiava tanto.

Quando Muito, ficou apenas a sensação de desejo da presença real…mas isto não é mais Saudade…É só “vontade te te ver”. A atual geração resolve logo:

– Esquenta não…te mando um Self .

Não vai demorar muito e poderemos mandar um holograma em 4 D , com perfume e tudo…quem sabe até você possa fechar os olhos e tocar.

O aplicativo resolverá tudo.

Adeus saudade!

Para onde vai a nossa República

Combalida República Brasileira

vergonha-de-ser-brasileiroJá faz um bom tempo, tive oportunidade de assistir algumas palestras proferidas por renomados cientistas políticos nas quais vi a exaltação da nossa democracia, do nosso sistema representativo de “poder que emana do povo e em seu nome é exercido” e, principalmente, da “maravilhosa oportunidade de mobilidade social ,” face a uma pirâmide a cuja ascensão todos teriam direito de acordo com a capacidade de fazer bom uso da sua liberdade de escolhas. Continuar lendo “Para onde vai a nossa República” →

Ideologias

Para onde vai a nossa República?

República, Capitalismo e Comunismo

As Ideologias que proliferaram e foram testadas na Europa a partir da Revolução Industrial iniciada no século XVIII acompanharam a expansão do capitalismo pelo mundo ao longo do século XIX ; passaram a ser vivenciadas mais intensamente no século XX que veio a ser consagrado por sociólogos e cientistas políticos como “ o século das Ideologias”.

Uma clássica definição de ideologia nos diz que “Ideologia é um sistema de ideias, valores, interesses e sentimentos voltados para a ação e a mobilização dos indivíduos, com vistas a preservar, formar ou revolucionar determinada ordem social”.

Da análise da definição clássica depreende-se que ideologia não é apenas um conjunto de ideias, mas um conjunto lógico com o propósito de motivar a ação e a mobilização imediata, para implementação política. Portanto, na atividade política uma ideologia caracteriza uma visão simplificada do mundo, e apresenta uma redução da complexidade dos problemas existentes,  prometendo soluções plausíveis. Continuar lendo “Ideologias” →