Vivendo…

Vivendo…

As nossas vidas, pessoais e individualizadas, seguem rumos surpreendentes. Uns atribuem o seu destino a um palco propício ao livre arbítrio, segundo o qual cada um faz suas escolhas e colhe resultados; outros creem no determinismo, resultante de causalidades circunstanciais; há ainda quem, por motivação religiosa, presume haver um fatalismo predeterminado por seres superiores. Da minha parte, comungo mais com o pensamento alinhado ao determinismo; mas admito que, em algumas circunstâncias, somos chamados ao livre arbítrio diante de múltiplas opções causais alternativas.

Seja como for, tive o privilégio de nascer na primeira metade do século XX e presenciar as maiores transformações ocorridas em tão pouco tempo:

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Amizades Corporativas

Amizades Corporativas

Os agrupamentos humanos que temporariamente coabitam certos ambientes, ditos corporativos tendem a presumir a existência de amizade duradoura ou, imaginariamente, permanente. As pessoas, no ambiente de trabalho ou estudo, são unidas pelo compartilhamento das dificuldades comuns e, ao mesmo tempo, separadas pela concorrência e isoladas nas dificuldades pessoais individuals. Ali são raras as manifestações individuals de solidariedade. A palavra “amigo” nem sempre corresponde a uma realidade social aparente.

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Eu

Eu

Não sou mesmo o que penso que eu sou; 
Muito menos o que muitos pensam de mim. 
Nem sei também porque este Universo, em fim, 
Está sempre a conspirar a meu favor. 

Quem sabe, eu inda tenha outra vida 
Em algum outro Universo paralelo. 
Com o qual eu tenha perdido o elo, 
E neste tenha encontrado uma guarida. 

Quem sabe, sou seguido bem de perto. 
Com a proteção de seres de mim ocultos, 
Minha sombra seja coberta por seus vultos 
E meu real mundo seja apenas um deserto. 

Talvez quando eu tenha que voltar, 
Com as experiencias aqui adquiridas, 
Tenha até que provar em outras lidas 
Que mereça um repouso em novo lar. 

 (E o vinho acabou)kkk 

 (Versos puxados a vinho-16/06/2021- 82 anos em delírio poético) 

Novo Mundo

Novo Mundo

Hoje é domingo, um bom dia ensolarado
E um mar sereno que me convida e eu não vou
Em isolamento social está o homem que já não sou,
Do convívio dos amigos e da família, afastado

As lembranças e as imagens do passado em desfile,
Qual miragem ou espectro ilusórios inalcançáveis,
A zombar da mendiga mão estenda aos impalpáveis
Espaço e tempo que certamente já não existe

Está tudo tão distante como a sacada do castelo
Onde o sorriso das meninas exibia certa emoção
Que ao tímido adolescente parecia uma ilusão,
Mas que bastava como sinal de real desvelo.

Foi-se a criança a quem um arco-íris encantava,
Foi-se o adolescente com seus medos e ousadia,
E o jovem que seu lugar à sombra conquistaria
Além d’águas da vida onde nadava ou se afogava

Hoje é domingo, um bom dia ensolarado
E um mar sereno que me convida e eu não vou
O meu mundo que era imenso já se encurtou
E só me resta um turismo virtual conectado

Eu te amo

Eu te amo

Uma frase tão curta, com a força explosiva de um átomo em processo de fissão. Os consagrados números 3 e 7 por si só já lhe emprestam uma auréola de significativo mistério: Três palavras e sete letras.

Mas, como foi possível que eu convivesse por mais de meio século com pai e mãe sem lhes dizer e sem deles ouvir essa tão bela e significativa expressão?

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Conhecer a si mesmo

Conhecer a si mesmo

“Nosce te Ipsum”

Esse antigo aforismo grego “Conhece-te  a ti mesmo” inscrito no Portal da entrada do Templo (Oráculo) de Apolo em Delfos tornou-se um desafio para a humanidade e particularmente para cada indivíduo.

Embora um sem número de Filósofos já se tenham debruçado sobre o tema, não bastam as suas sábias reflexões para satisfazerem a necessidade individual da busca. Prefiro admitir a máxima do multifuncional jornalista Millôr Fernandes: Livre pensar é só pensar.

Nesse “Livre Pensar”, surgem-me 4 ideias a desenvolver: 1 Comparação individual com outras pessoas; 2 Comparação com a própria sombra do passado; 3 Inserção na realidade atual e 4  Perspectivas do amanhã.

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Dia dos Pais

Dia dos Pais

Dia dos Pais é dia de meditar, com o pensamento de gratidão a Deus Pai criador da vida.

É dia de lançar um olhar ao passado lembrando o quanto aprendemos com os nossos e também que filhos nos tornamos ao longo do tempo.

É dia de lembrar o 4° Mandamento e sentir o prazer de honrá-los, acima do dever.

É dia de autocrítica e de julgar os nossos próprios atos no exercício da paternidade.

É assumir os desafios e as responsabilidades como modeladores do caráter para que nossos filhos nos superem.

É dia de comemorar o presente e desejar melhor futuro para os nossos descendentes. A maior alegria do pai é ver os filhos no caminho do bem.

Teus pecados nesta terra
Não são maiores do que os meus;
E os meus, de um aprendiz que erra,
Ainda contam com o perdão de Deus.

A Morte da Saudade

A Morte da Saudade

Sim, a velha saudade está moribunda.

Ela era o sentimento provocado pela ausência total da pessoa amada: A aparência de tudo que à distância causava aquela dorzinha misteriosa e profunda cantada pelos poetas. Era o sentimento sem palavras em outros idiomas, a arrancar suspiros angustiados.

Isso não existe mais.

A tecnologia hoje cobre as distâncias e nós podemos nos ver em tempo real, conversar, mostrar os ambientes e suprimir aquela lacuna que antes nos angustiava tanto.

Quando Muito, ficou apenas a sensação de desejo da presença real…mas isto não é mais Saudade…É só “vontade te te ver”. A atual geração resolve logo:

– Esquenta não…te mando um Self .

Não vai demorar muito e poderemos mandar um holograma em 4 D , com perfume e tudo…quem sabe até você possa fechar os olhos e tocar.

O aplicativo resolverá tudo.

Adeus saudade!