Olhar Reverso

Olhar Reverso

Por trás de todo ser Belo e cativante,
Inda que pareça obra de celestial grandeza,
Há sempre oculto do olhar sem agudeza,
O espectro de um esqueleto horripilante.

Por trás dos reluzentes castelos e catedrais,
Em que se cantam louvores aos arquitetos,
Não vês as mensagens dos escravos analfabetos,
Gravadas nas intrigantes obras artesanais.

Por trás das enormes riquezas do velho mundo,
Que celebram e eternizam dinastias absolutas,
Não vês o sangue derramado em tantas lutas,
Pela plebe que amargurou sofrer profundo.

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Cantinho do Poeta

MALIK
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Louvemos neste poema
O neto de Manoelito,
Semente da Borborema
Germinada no Egito.

4NORDESTE
Destas serras do Nordeste,
Berço do cristianismo,
Saiu Mayara do agreste
Convertida ao Islamismo.

Flag-Pins-Egypt-BrazilNa Consagração do amor,
Ao coração de El Batran
O Divino encaminhou
Mayara – Nour Heshan.

vector-illustration-of-a-cute-lying-down-baby-in-diaper_127147217Nesse arco-íris traçado,
Unindo dois continentes,
Com Deus a Alá irmanado
Há duas famílias contentes.

22860869-happy-babyA ninguém cabe entender
Os traçados do destino;
Pois para MALIK nascer
Foi mesmo um plano divino.

vector-illustration-of-cute_smallNome forte e abençoado,
MALIK, em árabe é rei;
Nasce ungido e destinado,
A ser chefe em sua grei.

355ec0e9b5d28b6d89909e8187cfed84Para você, sobrinho neto,
O meu voto de confiança;
Pois o Supremo Arquiteto
Fez de você esperança.

 

Para onde vai a nossa República

Combalida República Brasileira

vergonha-de-ser-brasileiroJá faz um bom tempo, tive oportunidade de assistir algumas palestras proferidas por renomados cientistas políticos nas quais vi a exaltação da nossa democracia, do nosso sistema representativo de “poder que emana do povo e em seu nome é exercido” e, principalmente, da “maravilhosa oportunidade de mobilidade social ,” face a uma pirâmide a cuja ascensão todos teriam direito de acordo com a capacidade de fazer bom uso da sua liberdade de escolhas. Continuar lendo “Para onde vai a nossa República”

Ideologias

Para onde vai a nossa República?

República, Capitalismo e Comunismo

As Ideologias que proliferaram e foram testadas na Europa a partir da Revolução Industrial iniciada no século XVIII acompanharam a expansão do capitalismo pelo mundo ao longo do século XIX ; passaram a ser vivenciadas mais intensamente no século XX que veio a ser consagrado por sociólogos e cientistas políticos como “ o século das Ideologias”.

Uma clássica definição de ideologia nos diz que “Ideologia é um sistema de ideias, valores, interesses e sentimentos voltados para a ação e a mobilização dos indivíduos, com vistas a preservar, formar ou revolucionar determinada ordem social.

Da análise da definição clássica depreende-se que ideologia não é apenas um conjunto de ideias, mas um conjunto lógico com o propósito de motivar a ação e a mobilização imediata, para implementação política. Portanto, na atividade política uma ideologia caracteriza uma visão simplificada do mundo, e apresenta uma redução da complexidade dos problemas existentes,  prometendo soluções plausíveis. Continuar lendo “Ideologias”

Revoltas Aratacas II

Quebra-Quilo
(O  problema não são os nordestinos,
mas o descaso dos governos para com o Nordeste)

Imagem3As razões da revolta denominada Quebra – Quilos, ocorrida na Região Nordeste entre 1872 e 1877, também repousam, em parte, no pressuposto do analfabetismo e da falta de conhecimento para fazerem a conversão das medidas para o sistema métrico francês, adotado por Decreto imperial.

Até então, predominavam as antigas medidas lineares em palmos, jardas, polegadas, côvados, braças, léguas e os pesos das mercadorias eram calculados em arrobas e libras. Continuar lendo “Revoltas Aratacas II”

Revoltas Aratacas I

Imagem1Ronco das Abelhas
(O Problema não são os nordestinos, mas o descaso dos governos para com o Nordeste)

Fazendo uma releitura da história das revoltas populares ocorridas no Nordeste no governo imperial do século XIX, particularmente “ ronco das abelhas” e “quebra quilos”, constatamos que os narradores apresentaram a versão do ponto de vista elitista sem dar maior atenção a uma causa primordial: Reflexo do analfabetismo, ignorância e miséria impostos pelas elites à classe de trabalhadores rurais.

A vida na zona rural nordestina, desde a colonização, sempre foi marcada pela cultura escravocrata sob domínio dos grandes proprietários de terra que também estendiam o seu arbítrio sobre os “ trabalhadores livres”, mantidos em condições de miséria e excluídos do acesso à formação escolar básica.

Nos episódios do “Ronco das Abelhas”, o pensamento da elite governante a respeito do povo nordestino revoltoso ficou impresso nos documentos oficiais com estas referências: “povo mais miúdo”, “gente baixa”, “a maioria da população menos abastada”, “gente da última ralé”, “sem nenhuma importância social ou política”, ou ainda, “gente ignorante e fanática  sem plano nem direção.  Continuar lendo “Revoltas Aratacas I”