Quando as encontrei pela primeira vez foi por um mero acaso. Era um amanhecer ensolarado e eu caminhava lentamente pela calçada à beira-mar da praia de Manaíra, distante umas três quadras da minha moradia.
Andava eu lentamente, distraído, com os olhos fixos no piso irregular, procurando evitar tropeços. Por um instante parei, ergui a vista…e lá estavam elas entre a mureta de concreto da calçada e o areal repetidamente beijado pelas movimentadas águas da maré enchente.
As três gêmeas estavam de pé, abraçadas, inertes e contemplativas como se fossem donas absolutas daquele horizonte magnífico.
Continuar lendo “As Trigêmeas”










