PROPINODUTO

PROPINODUTO

Muitas denúncias se esparramam pelo ar,

Enquanto a força da pandemia nos assola;

A “CORRUPTOLOGIA” vira cadeira na escola,

A se tornar pré-requisito pra se governar.

Os que acusam prevaricação no executivo 

Buscam provas por aqui, por ali e por acolá;

E da terra de um antigo caçador de marajá,

Renasce a fúria do “arquivador” legislativo.

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Eu

Eu

Não sou mesmo o que penso que eu sou; 
Muito menos o que muitos pensam de mim. 
Nem sei também porque este Universo, em fim, 
Está sempre a conspirar a meu favor. 

Quem sabe, eu inda tenha outra vida 
Em algum outro Universo paralelo. 
Com o qual eu tenha perdido o elo, 
E neste tenha encontrado uma guarida. 

Quem sabe, sou seguido bem de perto. 
Com a proteção de seres de mim ocultos, 
Minha sombra seja coberta por seus vultos 
E meu real mundo seja apenas um deserto. 

Talvez quando eu tenha que voltar, 
Com as experiencias aqui adquiridas, 
Tenha até que provar em outras lidas 
Que mereça um repouso em novo lar. 

 (E o vinho acabou)kkk 

 (Versos puxados a vinho-16/06/2021- 82 anos em delírio poético) 

Iáse – Futura Mãe do Passado

Iáse – Futura Mãe do Passado

Numa bela noite de festa, em certo clube social, 
Enturmado com amigos, de farra, pra toda hora 
Na mesa com “Cuba Libre”, uma bebida mundial;
Enquanto a vista passeava, eu já pensava ir embora. 

No vislumbre duma mesa, do outro lado do salão … 
Um olhar tão cativante com o sorriso encantador, 
Como um raio fulminante, atingiu meu coração; 
Logo vencida a timidez, um encontro promissor. 

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Dia das Mães

Dia das Mães

Hoje é um “dia das mães”, dia de muita saudade
Pra quem já se despediu, daquela que lhe deu vida; 
Aquela que a mão divina levou para a eternidade, 
A glorificar seus feitos, da sua missão bem cumprida. 

Mãe sublime e devotada, teus filhos oram por ti… 
Áureo trono em gratidão, te erguem em cada mente, 
E creem poder encontrar-te, num dia que há de vir 
Quando o chamado vier, do Arquiteto Onipotente. 

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Efeito Pandemia

Efeito Pandemia

Nesse tempo de pandemia e isolamento social, 
Às sequelas que aparecem são deveras cruciais: 
Viver junto é uma coisa; e conviver é algo mais. 
O “se afaste” “ não me toque”, agora é outro mal. 

Mulher de “licença prêmio” já evitando o amante; 
Achando que a coisa pega e que é melhor dizer não. 
Dá pra beber noite e dia, só chá – mate com limão, 
Sem explicar pro incauto que a bebida é broxante. 

O coitado se acomoda, só para evitar confusão; 
Sente-se meio esquisito, pensando ser baixo astral; 
Não suspeita, nem por sombra, que a raiz desse mal 
Ê a rotina mudada: morar com mulher como irmão. 

Vai consultar o doutor, a buscar aconselhamento. 
O medico lhe diz, amigo… o remédio a receitar… 
Seria antiético eu dizer, que é melhor prevaricar; 
Só não posso responder, pelo fim do casamento. 

Passados uns trinta dias, com retorno garantido, 
O médico o interroga: deixou de pensar naquilo? 
Quem me dera, seu doutor, já esqueci do estilo 
De tanto chá que tomei, o principal está perdido. 

Novo Mundo

Novo Mundo

Hoje é domingo, um bom dia ensolarado
E um mar sereno que me convida e eu não vou
Em isolamento social está o homem que já não sou,
Do convívio dos amigos e da família, afastado

As lembranças e as imagens do passado em desfile,
Qual miragem ou espectro ilusórios inalcançáveis,
A zombar da mendiga mão estenda aos impalpáveis
Espaço e tempo que certamente já não existe

Está tudo tão distante como a sacada do castelo
Onde o sorriso das meninas exibia certa emoção
Que ao tímido adolescente parecia uma ilusão,
Mas que bastava como sinal de real desvelo.

Foi-se a criança a quem um arco-íris encantava,
Foi-se o adolescente com seus medos e ousadia,
E o jovem que seu lugar à sombra conquistaria
Além d’águas da vida onde nadava ou se afogava

Hoje é domingo, um bom dia ensolarado
E um mar sereno que me convida e eu não vou
O meu mundo que era imenso já se encurtou
E só me resta um turismo virtual conectado

Eu te amo

Eu te amo

Uma frase tão curta, com a força explosiva de um átomo em processo de fissão. Os consagrados números 3 e 7 por si só já lhe emprestam uma auréola de significativo mistério: Três palavras e sete letras.

Mas, como foi possível que eu convivesse por mais de meio século com pai e mãe sem lhes dizer e sem deles ouvir essa tão bela e significativa expressão?

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Teu Anjo

Teu Anjo

Ele está nas margens do rio;
Está no começo da estrada;
Está em toda a jornada,
Segundo-te por dias a fio;

Está no verde das matas,
Está no deserto sem fim,
Testemunhando o quanto é ruim
Estar com um SER que maltratas.

Ele está no canto das aves,
E em toda mudez sepulcral,
Está domando um vendaval
Mudado em brisas suaves;

Ele está nas tuas esperanças
Inda que às vezes tu esqueças;
E mesmo que não mereças,
Estás nas suas lembranças.

O ano que não existiu

O ano que não existiu

Como se fosse o quarto cavaleiro do apocalipse, partiu do oriente um “coronado” rei do mal, trazendo consigo a ceifadora para fazer sua coleta e para espalhar a morte em todo o mundo, mesmo aonde não havia guerra.

Sem poupar reis, rainhas, príncipes, nobres, ricos e pobres, globalizou uma onda de medo, desespero e confinamentos individuais; levou os humanos a reverem os seus conceitos e os seus princípios, e a mudar o foco da produção para a busca de almejada sobrevivência.

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Férias de Junho

Férias de Junho

Férias de Junho
Lembranças

Anos 50, a espera pelo dia de deixar o rebuliço da cidade e voltar a saborear a paz do campo era um sonho acordado sonhado a cada dia. Esquecia as agruras da quotidiana vida rural, rememorando apenas os belos momentos de fantasia infantil, às vezes tornados realidade.

Embarcar no trem de vagões de madeira, sentar naqueles bancos de assento e encosto de taliscas, olhar pelas janelas e ver as árvores correndo como se o trem estivesse parado, ouvir o apito triste da máquina: PIUÍ, PIUÍ; ah que saudade! 

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