As Trigêmeas

As Trigêmeas

Quando as encontrei pela primeira vez foi por um mero acaso. Era um amanhecer ensolarado e eu caminhava lentamente pela calçada à beira-mar da praia de Manaíra, distante umas três quadras da minha moradia. 

Andava eu lentamente, distraído, com os olhos fixos no piso irregular, procurando evitar tropeços. Por um instante parei, ergui a vista…e lá estavam elas entre a mureta de concreto da calçada e o areal repetidamente beijado pelas movimentadas águas da maré enchente.

As três gêmeas estavam de pé, abraçadas, inertes e contemplativas como se fossem donas absolutas daquele horizonte magnífico.

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Memória da Pesca Desportiva Nordestina

Memória da Pesca Desportiva Nordestina

Documentar a história do desenvolvimento da Pesca Amadora Desportiva na Região Nordeste é uma imperiosa necessidade, para que sejam compreendidas as dificuldades de nivelamento competitivo no Brasil; é também uma forma de honrar os precursores que lutaram para colocar o Nordeste no mapa das competições nacionais, além de incentivo às novas gerações a preservarem esse legado.

PARAÍBA

Até o ano de 1980, o que se via ao longo da Costa paraibana, em termos de Pesca Amadora era uma atividade puramente de lazer, sem regras, praticada em família e entre amigos nos fins de semanas, nos chamados “piqueniques”.

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Revoltas Aratacas II

Quebra-Quilo
(O  problema não são os nordestinos,
mas o descaso dos governos para com o Nordeste)

Imagem3As razões da revolta denominada Quebra – Quilos, ocorrida na Região Nordeste entre 1872 e 1877, também repousam, em parte, no pressuposto do analfabetismo e da falta de conhecimento para fazerem a conversão das medidas para o sistema métrico francês, adotado por Decreto imperial.

Até então, predominavam as antigas medidas lineares em palmos, jardas, polegadas, côvados, braças, léguas e os pesos das mercadorias eram calculados em arrobas e libras. Continuar lendo “Revoltas Aratacas II” →

Revoltas Aratacas I

Imagem1Ronco das Abelhas
(O Problema não são os nordestinos, mas o descaso dos governos para com o Nordeste)

Fazendo uma releitura da história das revoltas populares ocorridas no Nordeste no governo imperial do século XIX, particularmente “ ronco das abelhas” e “quebra quilos”, constatamos que os narradores apresentaram a versão do ponto de vista elitista sem dar maior atenção a uma causa primordial: Reflexo do analfabetismo, ignorância e miséria impostos pelas elites à classe de trabalhadores rurais.

A vida na zona rural nordestina, desde a colonização, sempre foi marcada pela cultura escravocrata sob domínio dos grandes proprietários de terra que também estendiam o seu arbítrio sobre os “ trabalhadores livres”, mantidos em condições de miséria e excluídos do acesso à formação escolar básica.

Nos episódios do “Ronco das Abelhas”, o pensamento da elite governante a respeito do povo nordestino revoltoso ficou impresso nos documentos oficiais com estas referências: “povo mais miúdo”, “gente baixa”, “a maioria da população menos abastada”, “gente da última ralé”, “sem nenhuma importância social ou política”, ou ainda, “gente ignorante e fanática  sem plano nem direção.  Continuar lendo “Revoltas Aratacas I” →